“Bully” é uma palavra inglesa que significa “fanfarrão”, “metido a valentão”. É também o nome que se dá ao praticante do “bullying”, uma atividade violenta que está se tornando cada vez mais comum em escolas públicas e particulares em todo o Brasil. No “bullying”, um indivíduo ou grupo de indivíduos agride verbalmente, psicologicamente ou mesmo fisicamente outro indívíduo ou grupo de indivíduos incapazes de se defender. Como se isto não fosse o bastante, os agressores costumam gravar imagens do ato de agressão e expô-las através da Internet com o intuito de intimidar outras pessoas.
Isto acontece por vários motivos. Pode ser que o “bully” tenha problemas em casa, seja vítima de violência dos pais, tenha inveja da vítima por um motivo qualquer, ou ainda porque queira de alguma forma chamar a atenção dos outros para si. Mas o “bullying” acontece também provavelmente porque existe entre esses jovens delinqüentes a ideia errônea de que menores de 18 anos não podem ser punidos. Os menores não vão para as mesmas penitenciárias para as quais vão os criminosos adultos, mas são encaminhados para reformatórios como “internos”, o que não deixa de ser um sistema prisional. E o “bully” que pensa que não receberá punição pode estar enganado: as imagens expostas na Internet podem ser gravadas ou arquivadas e encaminhadas aos Conselhos Tutelares, que se encarregarão de reconhecer as pessoas que aparecem nos vídeos e tomar as devidas providências.
A violência dos “bullyings” chegou a tal ponto que já tem causado até mortes. E os alunos indefesos não são as únicas vítimas. Muitos desses grupos têm atacado também professores. Já ocorreram casos em que os próprios “bullies” se tornaram vítimas de seus atos: foram assassinados por vingança.
Como se não bastassem todas as formas de violência da qual a sociedade como um todo vem sendo vítima todos os dias, aí está mais uma. Enquanto isto, discute-se no país a “importância” das mudanças nas regras ortográficas.
Três possíveis motivos que levam ao “bullying”
Professores, psicológos e até mesmo os próprios estudantes tem dado depoimentos apontando as várias razões pelas quais, segundo seus pontos de vista, alguns jovens se tornam “bullies” (plural de “bully”). Eu não sou um especialista sobre o assunto, mas exponho minhas três opiniões.
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São jovens que apanham dos pais em casa. Certos pais e mães ainda acham que umas boas chineladas ou mesmo espancamentos ainda são a melhor maneira de educar seus filhos. Eles ainda não entenderam que a criança que apanha não se torna uma pessoa educada, torna-se apenas uma pessoa que só aprendeu a bater. -
São jovens que, por algum motivo, sentem uma grande necessidade de autoafirmação, sem se importar com os métodos que utilizam para isto. -
Há muitos casos a vítima é um aluno que se destaca por boas notas e excelente conceito escolar. Nestes casos, os “bullies” são invejosos que, não conseguindo se destacar por esses mesmos méritos, tentam atrair as atenções praticando a violência.
Em qualquer dos casos, o praticante de “bullying” age como um idiota. Joga fora a chance que tem, de ser admirado por ser um bom aluno ou um bom colega, optando por ser visto como um “valentão”. Um idota, sim, porque não consegue sequer perceber que, cedo ou tarde, encontrará outro metido a “valentão” que poderá vencê-lo. Vejam os exemplos que são dados pelas histórias do “Velho Oeste” dos Estados Unidos: todos os metidos a “valentões” morreram com balas em seus corpos, disparadas por outros que se julgavam mais ”valentões” que eles. Como diz um velho ditado, “o tipo de planta que você colherá vai depender do tipo de semente que você mesmo semeia agora”.
No vídeo , o depoimento de uma estudante que já foi vítima de “bullyings”.
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"Quando eu nasci / eu já dançava", escreveu Mario de Andrade num de seus poemas. E o mesmo verso poderia valer para toda a espécie humana: o homem vem dançando desde que apareceu e se organizou socialmente, há mais de 10 mil anos; a dança é a arte mais antiga que se conhece. Dela surgiram as representações teatrais, as formas de entretenimento coletivo. Mas o homem não começou a dançar e não cultivou a dança apenas para divertir-se. Ao contrário, a dança era uma atividade muito séria, uma cerimônia grupal de sentido mágico-religioso, um rito que permitia entender-se com as forças sobrenaturais, ou uma espécie de ensaio geral simbólico para a guerra. E não se tem notícia de povo algum, por mais primitivo que fosse, que não soubesse dançar. Mas a vida muda e a dança também: passou o tempo em que se dançava para homenagear os espíritos; veio o tempo de dançar para exprimir alegria, novos rítmos apareceram à medida que se criavam novos instrumentos musicais; a dança por fim tornou-se puro divertimento, uma agradável maneira de conviver com o próximo. Em Tóquio, Nova York, Paris e Rio de Janeiro dança-se conforme a mesma música - geralmente de inspiração norte-americana, do fox aos blues, do charleston ao rock, ao twist e a todas as modalidades surgidas com o iê-iê-iê. Mas também se dança o tango, o bolero, a rumba, o mambo, o cha-cha-cha - criações latino-americanas. E o nosso samba, bossa-velha ou bossa-nova, não fica de fora nesse baile internacional, da "baiana" Carmen Miranda à "Garota de Ipanema". O que se conclui é que a dança nunca desaparece: muda de nome, sofre acréscimos, assume novos sentidos culturais e continua viva. As danças evocativas isoladas deram lugar às danças de participação geral, de colaboração instintiva. Não se dança antes de ir para a guerra, mas se dança na boa paz da alegria. As pares ou individualmente, a dança traduz sempre um forte sentido de integração das pessoas num grupo: o ritmo que experimentam é o mesmo, mesma é a sensação que vivem.










